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Em 1830, dá início às atividades de abertura da fazenda, onde são plantadas as primeiras mudas da rubiácea em substituição às extensas florestas que revestiam seus morros.Com as madeiras extraídas desta derrubada, constrói a casa de morada, senzalas, engenhos, entre outros...
Em 1871, o proprietário da Fazenda, Sr. Francisco José chega ao ápice de sua projeção social e é agraciado pelo Imperador D. Pedro II, com o título de Barão de Vassouras. Mesmo com a plena decadência da produção cafeeira, Cachoeira ainda vive dias de pompa que desfruta desde a fase mais rica do ciclo.Em 1884, meses após o falecimento do fundador de Cachoeira, os herdeiros deste ofereceram um jantar requintado ao casal Princesa Isabel e Conde D'Eu, além de outros ilustres convidados como os barões de Santa Mônica e Visconde de Ibituruna. Este talvez tenha sido o último festim de uma era de riquezas.
No século XX, Cachoeira já não mais pertencia à nobre família Teixeira Leite. Na década de 40 é adquirido por Mário Mondovo, italiano de origem judaica que emigrou para o Brasil exilando-se da perseguição nazista que assolava a Europa durante a 2a. Grande Guerra. Cachoeira prosperou e dedicou-se a diversas atividades agrícolas. Neste final de século, mais precisamente em 1987, Mondovo vende a Fazenda da Cachoeira ao empresário Francesco Vergara Caffarelli. Com o novo proprietário, a Casa da Cachoeira, após longos anos de abandono e quase em ruínas, passa por um processo de restauração.
Caffarelli, italiano oriundo de Roma, foi grande amante das artes. Ajudado por sua esposa, Núbia Vieira Monteiro Caffarelli, dedicou-se com afinco aos trabalhos de restauração do casarão, que consumiram quatro anos e teve projeto assinado pelo arquiteto Eloy de Mello. |
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